Enfrente, Em Frente - Violência doméstica: pesquisa do CNJ quer ouvir magistradas, servidoras e colaboradoras da justiça

Fonte: Agência CNJ
Compreender o grau de conhecimento das mulheres sobre a
Recomendação CNJ n. 102/2021 e sobre os meios de procura de apoio institucional
nos casos de violência doméstica e familiar são alguns dos objetivos da
pesquisa lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O normativo orienta a
adoção do Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança voltados ao
Enfrentamento à Violência Doméstica praticada contra mulheres que atuam na
justiça. A pesquisa estará disponível até 29 de abril deste ano.
Destinada a magistradas, servidoras e colaboradoras do Poder
Judiciário, o questionário (anônimo) reúne perguntas divididas em três partes:
identificação, conhecimento sobre a regulamentação, sobre protocolo
estruturante e sobre rota crítica.
A juíza auxiliar da presidência do Conselho Nacional de
Justiça Luciana Rocha destacou que, a partir dos dados obtidos com a pesquisa
sobre violência doméstica, o CNJ deve trabalhar no sentido de potencializar a
atuação dos programas instituídos pela Recomendação n. 102/21 para medidas de
prevenção e proteção adequadas de magistradas, servidoras e colaboradoras em
situação de violência doméstica e familiar contra a mulher no âmbito dos
tribunais.
Os temas inseridos na pesquisa foram abordados,
parcialmente, tanto no Censo do Poder Judiciário 2023, com perguntas sobre
magistradas e servidoras, quanto no estudo Violência doméstica e familiar
contra magistradas e servidoras do Sistema de Justiça, das pesquisadoras
Fabiana Severi e Luciana Oliveira. Este último foi um dos materiais utilizados
para construção do questionário e para o desenho da pesquisa do CNJ.
Dados do Censo de 2023 mostram que 87,5% dos servidores e servidoras sofreram violência psicológica no âmbito familiar e, no mesmo contexto, 48% já sofreram violência física, 41,4% vivenciaram violência moral e 25,5% foram vítimas de violência patrimonial. As informações do Censo revelam que 90% das respondentes femininas e 98,1% dos homens ouvidos viveram violência familiar ou doméstica (independentemente da formalização da denúncia.
Participe da pesquisa no link abaixo
Foto: Istock